A criança que na segunda-feira sofreu uma intoxicação devido a uma fuga de gás numa aldeia de Montalegre «não corre risco de vida», prevendo-se que seja transferida «brevemente», indicou esta terça-feira à Lusa fonte do Hospital de Pedro Hispano, Matosinhos.

«A evolução do estado clínico da criança internada ontem [segunda-feira] na sequência de intoxicação doméstica por monóxido de carbono é positivo, não correndo neste momento risco de vida», lê-se no boletim clínico dos responsáveis da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pedro Hispano.

A criança de 12 anos que sofreu uma intoxicação com gás enquanto tomava banho em casa dos avós, na aldeia Pereira, concelho de Montalegre, foi transferida de helicóptero para a unidade hospitalar de Matosinhos, prevendo-se que em breve seja transferida.

«Permanece internada nos cuidados intensivos, prevendo-se que possa brevemente ser transferida para o hospital da área de residência após conclusão das sessões de tratamento que está a realizar no Serviço de Medicina Hiperbárica deste hospital», acrescenta o relatório clínico.

De um incidente, cujo alerta foi dado às 10:10 de segunda-feira, resultou outra vítima, um menino de sete anos que faleceu na sequência de fuga de gás de um esquentador enquanto ambas as crianças estavam a tomar banho em casa dos avós.

Hernâni Carvalho, comandante dos Bombeiros Voluntários de Salto, Montalegre, corporação que se deslocou ao local do incidente, tinha avançado à agência Lusa que o esquentador em que se terá verificado a fuga de gás se encontra instalado dentro da casa de banho onde as crianças se encontravam.

Segundo o responsável, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) prestou apoio psicológico aos avós, enquanto os pais das vítimas se deslocaram para o Hospital de Pedro Hispano, onde também, e de acordo com o relatório clínico ao qual a Lusa teve hoje acesso, está a ser prestado «apoio psicológico à criança e familiares».

No local onde foi dado o alerta estiveram elementos dos Bombeiros Voluntários de Salto, o INEM (incluindo o helicóptero de Macedo de Cavaleiros) e a GNR.