Os médicos dos três hospitais do Médio Tejo (CHMT), em Abrantes, Tomar e Torres Novas, estão sem sistema informático desde terça-feira, situação que os impede de aceder ao histórico e à medicação prescrita aos doentes.

Fonte hospitalar disse à agência Lusa que a situação "está a causar grande transtorno aos serviços médicos, de enfermagem e aos utentes", tendo destacado que, "com os serviços informáticos em baixo, não é possível aceder ao histórico dos pacientes, às terapêuticas prescritas nem aos resultados das análises e exames radiológicos".

Segundo a mesma fonte, "tudo está a ser feito de modo manual e a consulta aos resultados de análises ou raio x tem de ser feita uma a uma, percorrendo o hospital para ir consultar as análises ao local onde está cada laboratório".

"Neste momento conseguimos apenas aceder ao registo do doente mas sem poder conferir os resultados das análises recentes nem aceder às diversas conexões do serviço com todos os constrangimentos e demoras que isto provoca", destacou a fonte hospitalar.


Contactado pela Lusa, o conselho de administração do CHMT confirmou que o sistema informático tem estado desde terça-feira com "constrangimentos ao nível da operacionalidade e acesso à informação", situação que terá sido normalizada às 15:00 de hoje.

Segundo a administração do CHMT, a situação "foi motivada por uma intervenção da EDP, realizada no exterior da unidade hospitalar de Torres Novas, com corte de corrente elétrica, que ao ser reativada provocou um pico de energia que afetou vários equipamentos, com particular incidência nos sistemas de informação".

Os responsáveis do CHMT disseram ainda ter acionado "de imediato" todas as medidas de suporte alternativo para minimizar os constrangimentos notados, tendo feito notar que, "apesar das dificuldades sentidas em alguns serviços, nomeadamente no acesso aos sistemas informáticos, o atendimento no serviço de Urgências não foi afetado".

A empresa de eletricidade EDP Distribuição admitiu ter registado um incidente na rede que alimenta Torres Novas, mas rejeitou que o caso possa ter provocado uma quebra dos sistema informático nos hospitais locais.

De acordo com a informação da empresa de eletricidade, o incidente durou menos de três minutos e as suas características “não são passíveis de originar as consequências descritas”.

Além disso, acrescenta, “não há registo de qualquer contacto do Hospital de Torres Novas”.