Atualizar às 16:28

Os diretores clínicos e de departamento do Hospital de S. João aceitaram continuar em funções até 15 de julho, data em que esperam que sejam postas em prática as medidas apresentadas pelo Governo para resolver as deficiências.

Em comunicado lido pelo presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de São João, António Ferreira, após uma reunião com os presidentes das Unidades Autónomas de Gestão e Diretores de Serviço que, na quinta-feira, apresentaram em bloco a sua demissão, «as lideranças intermédias avaliaram favoravelmente» as soluções propostas pela tutela.

«Aguardam a concretização das mesmas por parte do governo nos prazos definidos pela tutela, a maioria dos quais decorre até 15 de julho. Manifestam total confiança no Conselho de Administração. Durante este período asseguram a continuidade de funções», disse António Ferreira.

Respondendo às questões dos jornalistas, o presidente do Conselho de Administração do disse que os dirigentes intermédios aguardam pela decisão, na próxima semana, da administração sobre os pedidos de demissão, garantindo o funcionamento do hospital «sem convulsão ou problema».

«Nem mantêm, nem deixam de manter. Apresentaram um pedido de demissão e aguardam que o Conselho de Administração proceda à demissão deles ou não aceite a demissão dos mesmos», respondeu o responsável, antecipando que essa decisão será tomada na reunião do Conselho de Administração, na próxima semana.

António Ferreira rejeita que se trate de cedências ou de exigências, considerando que este processo passou pelo «reconhecimento que os profissionais do S. João, ao longo deste tempo, fizeram de dificuldades que se vinham acumulando, em relação às quais o ministério propôs soluções».

«Essas soluções são consideradas adequadas quer pelo conselho, quer pelos profissionais. Os profissionais não deram nenhuma margem de tempo, não puseram nenhuma condição temporal para o que quer que seja. Por prazos definidos pela tutela, ficou definido uma previsão de que todas as medidas podem ser implementadas - ou a maioria - até dia 15», disse.

O presidente acrescentou ainda que todos os órgãos de gestão intermédia confiam no Conselho de Administração para implementar estas medidas e «todos eles mantêm a garantia de que o hospital vai continuar a funcionar sem qualquer tipo de convulsão ou problema».