A greve às horas extraordinárias dos assistentes técnicos e operacionais da Urgência do Hospital de Aveiro, que começou esta quarta à meia-noite, conta com uma adesão de 100%, informou fonte sindical.

«Todos os trabalhadores dos turnos da madrugada e manhã aderiram à paralisação», disse à agência Lusa Joaquim Santos, do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP), que convocou a greve.

Apesar desta adesão, os serviços «não estão fechados», assinalou o dirigente sindical, explicando que os trabalhadores estão a cumprir o horário de trabalho normal, mas «não dão continuidade aos turnos, quando falta um trabalhador».

Além da greve ao trabalho suplementar, os trabalhadores também estão a recusar-se a tratar das tarefas relacionadas com o transporte dos cadáveres para o Instituto de Medicina Legal, adiantou a mesma fonte.

Na origem desta greve está a «degradação das condições de trabalho» destes profissionais e o insuficiente número de pessoas ao serviço que, segundo o sindicato, «são obrigadas a fazer turnos consecutivos».

Joaquim Santos diz que as urgências do Hospital de Aveiro «estão a funcionar nos mínimos», porque o número de trabalhadores naquele serviço «é muito inferior ao que era necessário».

«A administração do Hospital disse-nos que precisa de meter 51 trabalhadores assistentes operacionais para esta área, sendo que o maior número será para as urgências onde há uma rutura maior», adiantou o dirigente sindical.

A greve irá manter-se até ao final do ano, mas os trabalhadores prometem acabar com a paralisação se o Governo autorizar a abertura de um concurso para a contratação de novos assistentes operacionais.

Os trabalhadores exigem ainda que o transporte de cadáveres para o Instituto de Medicina Legal passe a ser feito por funcionários do Ministério da Justiça.

A agência Lusa tentou obter uma reação por parte da administração do Centro Hospitalar do Baixo-Vouga, ao qual pertence o Hospital de Aveiro, mas até ao momento não foi possível.