O PCP denunciou que utentes com "prioridade urgente" tiveram que esperar "mais de sete horas" para serem atendidos no dia 1 de agosto no Hospital de Braga, explicando que o atendimento àqueles doentes era assegurado apenas por um médico.

Numa pergunta dirigida ao ministro da Saúde, a que a Lusa teve acesso, a deputada do PCP eleita pelo círculo de Braga, Carla Cruz, denunciou ainda a "escassez" de macas e cadeiras de rodas, assim como de água nas máquinas dispensadoras do Hospital de Braga.

Confrontado pela Lusa, o Hospital de Braga, uma parceria publico privada com o Grupo Mello Saúde, confirmou, por escrito, que aquela unidade de saúde tem vindo a "assinalar níveis bastante elevados" de afluência devido ao calor e que a 1 de agosto registou-se mesmo "um pico" de afluência ao serviço de Urgência, garantindo que tem "feito todos os esforços" para "fazer face ao aumento de afluência de doentes e para garantir a resposta adequada às necessidades da população".

Segundo o PCP, "no passado dia 1 de agosto os doentes do Serviço de Urgências do Hospital de Braga, a quem foi atribuída a prioridade urgente (pulseira de cor amarela segundo a triagem de Manchester) tiveram que aguardar mais de sete horas para serem vistos por um médico".

Carla Cruz, que lembra que "o código amarelo pressupõe situações urgentes estando estipulado o tempo de espera para observação clínica de 60 minutos" afirma ter recolhido informações que apontam que "houve +períodos" em que a área de urgência "destinada a observar os doentes com a pulseira amarela esteve a ser assegurada por apenas um médico".

Além da "manifesta carência de profissionais", a deputada comunista denuncia ainda a falta de água nas máquinas dispensadoras de alimentos colocadas na área.

Por isso, aquela dequitada, através do ministério da Saúde, quer saber se o Governo tem conhecimento da situação descrita, questionando ainda o ministério de Adalberto Campos Fernandes sobre "quantos profissionais (médicos, enfermeiros, assistentes operacionais) estiveram a trabalhar no dia 1 de agosto de 2016 no serviço de urgência geral do Hospital de Braga".

Ao PCP interessa ainda saber quantos médicos dos que prestam funções naquele serviço são do quadro do Hospital de Braga e quantos são os recrutados a empresas de trabalho temporário.