Por: tvi24 / CF | 20- 10- 2011 13: 20
O presidente do Sindicato dos Enfermeiros acusa o hospital de Bragança de dispensar dezenas de enfermeiros contratados
e necessários à prestação de cuidados às populações sem cortar nas «gorduras».
José Azevedo juntou-se ao protesto
dos 39 enfermeiros contratados que estão a receber cartas de rescisão, profissionais necessários que estão a ser dispensados
em vez de se «limpar as gorduras».
E as denúncias não se ficam por aqui: «No hospital de Bragança, transformaram
o quarto andar em gabinetes para administradores que ninguém sabe o que estão a fazer. Há três administradores para a máquina
de lavar a roupa e ainda por cima não há roupa que chegue nos serviços».
Segundo diz, o Sindicato dos Enfermeiros «já
exigiu primeiro-ministro que limpe isto, que limpe o Serviço Nacional de Saúde destas inutilidades». Reclama
«condições de trabalho para os enfermeiros, porque sem enfermeiros, os hospitais não funcionam».
Nos três hospitais
que integram o Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE), os de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela, entre os mais de 400
enfermeiros, 39 têm contratos que vão caducar até ao final do ano.
Em Macedo de Cavaleiros «há serviços que estão
em risco de fechar, como a Unidade de Cuidados Continuados, que já não tem enfermeiros suficientes para fazer o horário de
Novembro», dá conta à Lusa uma das enfermeiras contratadas, que se juntou ao protesto frente ao hospital de Bragança. A administração
não recebeu os enfermeiros.
Mas, a rescisão de contratos não é caso único em Bragança, está a ocorrer por todo o
país segundo o Sindicato.
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