Os técnicos de diagnóstico e terapêutica anunciaram esta sexta-feira a realização de dois dias de greve nacional, a 12 e 13 deste mês, para exigir a revisão de carreira e para lutar por melhores condições para os profissionais.

Análises clínicas e outros exames de diagnóstico e terapêutica poderão ser afetados pela greve, que pode ainda ter impacto em cirurgias programadas.

Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica considera que o Governo «agravou a discriminação e a violência institucional que vem exercendo sobre» estes profissionais.

Em novembro do ano passado, os técnicos de diagnóstico já tinham realizado dois dias de greve nacional, exigindo a revisão da carreira, contestando a interrupção de negociações por parte do Ministério da Saúde e reclamando da sobrecarga de trabalho, devido à falta de substituição de funcionários que se foram aposentando.

Segundo o sindicato, a necessidade de revisão das carreiras dos profissionais de diagnóstico e terapêutica tem sido reconhecida pelos governos nos últimos 14 anos, sem que ainda se concretizasse a alteração pretendida.

Relativamente ao diálogo negocial, os sindicalistas acusam o atual Ministério da Saúde de bloquear as negociações sem qualquer explicação. Além destes motivos, os sindicalistas consideram que o Governo veio agravar a «discriminação institucional» destes profissionais.

«Aplicação da requalificação (despedimentos coletivos) dos técnicos colocados nos serviços da Segurança Social», «inexistência de políticas de emprego dos técnicos de diagnóstico», falta de reconhecimento das novas licenciaturas ou transferência dos técnicos do ensino especial para a dependência das autarquias são algumas das questões contestadas pelo sindicato.

«Depois de tudo ter feito para gerar entendimentos com o Ministério da Saúde, só restou o recurso à greve, decretada já para os dias 12 e 13 de fevereiro, bem como uma manifestação a realização frente ao Ministério no primeiro dia de greve», explica a nota.