O Centro Hospitalar do Porto é um dos cinco hospitais com melhor desempenho em 2014 devido à demora média e aos doentes padrão por enfermeiro, disse esta terça-feira à Lusa o presidente do Conselho de Administração.

Em declarações à Lusa, Sollari Allegro, explicou que a distinção, pelo segundo ano consecutivo, é uma “enorme alegria” e um “incentivo” de melhoria contínua.

Numa séria de indicadores, aos quais depois é atribuída uma pontuação para se obter a classificação final, o responsável frisou que o centro hospitalar “foi melhor” na demora média, que é baixa, e nos doentes padrão por enfermeiro.

“Onde estamos menos bem é na percentagem de cirurgias de ambulatório em doentes ambulatorizáveis que são a menos, devíamos ter mais, por isso, vamos trabalhar nesse sentido”, realçou.


Os centros hospitalares do Porto e do Tâmega e Sousa, os hospitais de Braga e de Santa Maria Maior (Barcelos) e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho obtiveram a melhor classificação num ranking de uma empresa multinacional.

A IASIST, multinacional de origem espanhola, anunciou hoje os vencedores dos prémios aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde que mais se distinguiram em 2014, galardões que são atribuídos pelo segundo ano consecutivo em Portugal.

Neste “Top 5 – A Excelência dos Hospitais – que conta com o patrocínio do ministro da Saúde, foram submetidos voluntariamente a avaliação 39 hospitais de Portugal Continental, sendo atribuídos cinco prémios, um por cada tipologia de unidade de acordo com os critérios definidos por organismos públicos.

Outro dos contributos apontados pelo presidente do Conselho de Administração para a “distinção” do centro hospitalar é a “qualidade, empenho e dedicação” dos profissionais de saúde.

Sollari Allegro realçou que, nos últimos anos, o centro hospitalar tem “menos dinheiro” e, isso, fez com que tivesse de ser “mais imaginativo e mais proativo”, continuando a garantir a “melhor qualidade” aos utentes.

Um dos “problemas” para o menos “poder financeiro” é a construção do Centro Materno Infantil do Norte onde o Ministério da Saúde, “ao contrário do que era espectável”, avançou apenas com uma parte do dinheiro, cabendo ao centro hospitalar o restante, disse.

“Uma das consequências desta situação é um menor investimento em modernização de equipamentos”, vincou.

Por ser “inviável financeiramente” e estar em “acentuada degradação”, o centro hospitalar irá encerrar, até ao final do ano, o Hospital Joaquim Urbano com apenas 28 camas.

“Estamos só à espera do gerador para reforçar a intensidade da corrente no Hospital Santo António”, realçou.

Outra das novidades avançadas por Sollari Allegro é o protocolo com o Instituto de Ciências Abel Salazar (ICBAS), Porto, estabelecido este ano, para estimular a investigação.