A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) solicitou às administrações hospitalares informações sobre os tempos de espera para atendimento nas urgências e disse que até ao momento não teve conhecimento «oficial» de dificuldades.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ARSLVT, Luís Cunha Ribeiro, disse que «até ao momento está tudo a funcionar normalmente» e que já há algum tempo solicitou informações às direções dos hospitais sobre os tempos de espera e a resposta à procura.

«Funciono com números e não com bocas», disse Luís Cunha Ribeiro, garantindo que, até ao momento, não há indicações de situações anormais ao nível do tempo de espera.

Questionado sobre notícias que dão conta de tempos de espera na ordem das 20 horas em alguns hospitais da região da ARSLVT, Cunha Ribeiro alegou que tem conhecimento de, pelo menos, uma instituição - o Centro Hospitalar de Lisboa Norte - em que está «tudo normal».

Sobre outras instituições com situações mais complexas, como o Hospital Amadora-Sintra, que está com a direção das urgências demissionária, ou o Garcia de Orta, em Almada, com elevados tempos de espera, Luís Cunha Ribeiro alegou desconhecer oficialmente qualquer complicação. «Só funciono com dados oficiais», reforçou.