Portugal captou, no ano passado, 140 milhões de euros de financiamento comunitário do Horizonte 2020, programa de apoio à inovação e investigação, informou esta segunda-feira o Ministério da Educação e Ciência.

Em comunicado, a tutela assinala que "estima-se que Portugal tenha investido 120 milhões para o orçamento do Horizonte 2020, em 2014", tendo ido buscar, de acordo com os resultados disponibilizados pela Comissão Europeia, 140,30 milhões de euros, correspondentes a 290 projetos aprovados e a quase o dobro do montante obtido no período 2007-2013.

Portugal submeteu, no ano passado, 2.030 propostas a concurso, no valor total de 7,9 mil milhões de euros, tendo a taxa de captação de fundos se situado em 1,76%, "a maior alguma vez alcançada em qualquer um dos anos do anterior programa" de fundos comunitários para a ciência, enaltece a nota do ministério.

O Programa Horizonte 2020, para o período 2014-2020, tem inscritos 80 mil milhões de euros, incluindo 13,1 mil milhões de euros para o Conselho Europeu de Investigação, que atribui bolsas de financiamento para projetos de investigação considerados de excelência.

O 7.º Programa Quadro de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (2007-2013) tinha um orçamento global superior a 50 mil milhões de euros.

Em 2007, foram apresentadas 1.506 candidaturas, no valor de 7,7 mil milhões de euros, tendo a taxa de captação de fundos sido de 1.01%, o correspondente a 77,8 milhões de euros, refere o mesmo comunicado.

O Ministério da Educação e Ciência realça que, "pela primeira vez na história da captação de fundos europeus para a ciência", Portugal conseguiu, em 2014, "obter mais financiamento do que aquele que o país investiu", precisando que "a contribuição nacional para o orçamento comunitário varia anualmente, mas em torno de uma média de 1,24% do financiamento europeu a concurso".

Segundo dados oficiais, a taxa de sucesso de candidaturas portuguesas superou, no primeiro ano do Horizonte 2020, a média europeia, situando-se nos 14,29% (contra os 13,65% da União Europeia).

Grande parte do financiamento foi obtida por centros de investigação (57,09 milhões de euros) e unidades científicas integradas em universidades (42,29 milhões de euros).

O ministério adianta que, no ano passado, o Conselho Europeu de Investigação concedeu 17 bolsas (no montante global de 31 milhões de euros) a investigadores que trabalham em Portugal, o equivalente a quase metade das bolsas atribuídas em todo o programa comunitário anterior, o 7.º Programa Quadro (que foram 36).