A proposta de lei que consagra o casamento entre pessoas do mesmo sexo vai ser aprovada, esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, cumprindo-se assim uma promessa já antiga de José Sócrates.

A confirmar-se a aprovação, a proposta seguirá para a Assembleia da República, onde a maioria de esquerda também dirá sim ao fim da interdição do casamento homossexual.

Os prováveis votos contra do PSD e do CDS-PP não chegarão para travar o compromisso eleitoral do PS e mesmo um eventual veto de Cavaco Silva só servirá para obrigar o Parlamento a nova votação.

A direita parlamentar poderá ainda apresentar uma outra proposta para a criação da união civil registada, na prática, uma espécie de casamento apenas para homossexuais, distinto do casamento entre heterossexuais.

De qualquer das maneiras, a adopção ficará sempre de fora das iniciativas parlamentares.

Um dia antes da proposta ser avaliada pelo Conselho de Ministros, o tvi24.pt foi ouvir os dois lados da barricada, com os últimos argumentos a favor e contra o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

O presidente da Associação ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero, Paulo Côrte-Real, considera que ganhou uma batalha, mas não a guerra, enquanto Cláudio Anaia, porta-voz dos socialistas católicos, pede coragem para a marcação de um referendo.