O homem suspeito de ter matado a tiro o gerente de uma pastelaria em Benfica, em Lisboa, ficou em prisão preventiva, estando indiciado pela prática dos crimes de homicídio qualificado e detenção de arma proibida.

Segundo informação da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), o homem foi hoje presente a primeiro interrogatório judicial, depois de ter sido detido pela Polícia Judiciária (PJ) na quarta-feira, dia 20.

“De acordo com as provas indiciárias recolhidas, o arguido agiu com frieza de ânimo, desprezo pela vida humana e por motivo fútil, tendo-se dirigido para o interior daquela pastelaria na noite de [dia] 18 munido de uma pistola de calibre 9mm e disposto a tirar a vida à vítima, por entender que esta lhe havia vendido um bolo envenenado”, diz a PGDL.

Segundo a PGDL, o suspeito disparou sete vezes contra a vítima, tendo atingido o gerente da pastelaria Lua de Mel no peito, abdómen e costas e provocando a perfuração do pulmão direito, fígado e baço.

“As lesões provocadas com tais disparos foram a causa direta e necessária da morte da vítima nos termos do relatório de autópsia junto ao processo”, lê-se na informação.

Acrescenta que no decorrer das buscas da PJ à residência do arguido foram apreendidos revólveres, pistolas e espingardas. Todas as armas estavam legalizadas à exceção daquela que foi utilizada no crime.

A PGDL diz ainda que a investigação prossegue, dirigida pelo Ministério Público e executada pela PJ.

Na altura da detenção, a PJ revelou que o homem, de 49 anos, tem antecedentes criminais pelo crime de ofensa à integridade física.