O homem suspeito de homicídio da mulher na quarta-feira, na clínica dentária de que a cônjuge era proprietária, na Rua Augusta, em Lisboa, ficou em prisão preventiva, comunicou a Procuradoria-Geral da República.

Mulher esfaqueada mortalmente numa clínica em Lisboa

A prisão preventiva foi aplicada esta quinta-feira a Marcos Camargo, de 40 anos, após o primeiro interrogatório judicial do homem, «por fortes indícios da prática do crime de homicídio qualificado» de Luana Canargo, de 28 anos.

«O crime mostra-se agravado, tendo em conta as circunstâncias de especial perversidade, a relação conjugal entre ambos, a crueldade com que foi praticado com o uso de uma faca, o aproveitamento da fragilidade da vítima, sua mulher, e os motivos passionais determinantes desta atuação criminosa», refere a nota da PGR.

O assassínio da dentista brasileira, na clínica da Rua Augusta, ocorreu às 09:45 de quarta-feira, supostamente com uma faca.

Fonte Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), disse na quarta-feira à Lusa que Luana Canargo foi vítima de um múltiplo esfaqueamento na zona torácica e braços.

À chegada da ambulância do INEM, a vítima encontrava-se em paragem cardiorrespiratória, pelo que lhe foram realizadas manobras de suporte básico de vida, com desfibrilhador.

Posteriormente, aquando da chegada da equipa médica da viatura de emergência (VMER), proveniente do Hospital Francisco Xavier, foram novamente ministradas manobras avançadas, que não tiveram sucesso e foi registado o óbito no local.

Segundo a mesma fonte do INEM, e uma vez que estavam no local várias testemunhas que assistiram ao incidente, os médicos decidiram acionar a presença de uma unidade móvel de intervenção psicológica de emergência para o local.

Depois do crime, o alegado homícida, com as ropuas sujas de sangue, sentou-se numa esplanada junto ao consultório da mulher e pediu uma bica. Foi naquele local que foi detido pela polícia.