O nome da mulher portuguesa de 43 anos, cujo corpo foi encontrado desmembrado, em Leipzig, na Alemanha, é Lídia Maria da Cruz. A informação foi avançada à TVI24 por Maria da Cruz, irmã da vítima, que disse não entender por que razão a irmã foi identificada pela polícia alemã como Maria D.

De acordo com a mesma fonte, Lídia Maria Cruz, nascida em 1972 e natural de Lisboa, encontrava-se a viver na Alemanha para onde tinha emigrado há quatro anos na companhia do namorado, também de nacionalidade portuguesa, apesar de estar atualmente desempregada. Essa era, aliás, a única coisa de que Lídia Cruz se queixava quando telefonava para a família.

“Ela dizia que estava tudo bem. (…) A única queixa que tinha era estar desempregada”, afirmou a irmã.

A viver há quatro anos na cidade de Leipzig, Lídia Cruz não tinha, ao que tudo indica, residência fixa. A família diz que a vítima vivia com o namorado em casa de amigos, mas não sabe se esse cenário entretanto se alterou.

“Não tenho conhecimento disso, ela nunca disse que vivia num abrigo”, disse Maria da Cruz. “Também não sei se estava separada do namorado”, acrescentou.

A última vez que Lídia Cruz falou com a família foi a 19 de março, dia do Pai, altura em que telefonou para Portugal, disse ainda a irmã.

Parte do corpo de Lídia Maria Cruz foi encontrado na quinta-feira por um transeunte na ponte Landauer, em Leipzig, e os membros só foram encontrados nos dias seguintes pela polícia. 

Só depois da autópsia é que foi possível identificar a vítima, uma vez que não foram encontrados quaisquer documentos que levassem à identificação do cadáver. As autoridades alemãs não divulgaram as causas da morte, mas estão a tratar o caso como um homicídio.

Maria da Cruz disse à TVI24 que a família entrou em contacto com a polícia alemã para ajudar na identificação no corpo. Lídia Maria Cruz tinha no corpo uma cicatriz que era muito fácil identificar, disse a irmã da vítima, além dos testes de ADN que entretanto confirmaram a identidade.