Um homem acusado de estrangular a cunhada com um cordão, em setembro de 2016, na Maia, distrito do Porto, confessou os factos, no Tribunal de Matosinhos. Disse ter sido um “ato tresloucado” do qual está “tremendamente arrependido”.

Tudo o que está aí [acusação] é verdade, foi isso que aconteceu, não sei o que me passou pela cabeça para fazer uma coisa dessas”, afirmou o homicida confesso perante o coletivo de juízes.

A 6 de setembro de 2016, o arguido, de 50 anos, estrangulou com um cordão a cunhada, de 77 anos, enquanto esta via televisão sentada num cadeirão, na sua casa, na Maia, depois de uma discussão entre os dois, salienta a acusação a que a agência Lusa teve acesso.

De seguida escondeu o cadáver num compartimento da garagem.

O corpo da vítima mortal só viria a ser descoberto dois dias depois, após uma vizinha ter participado o seu desaparecimento à PSP por estranhar a sua ausência.

"Tinha bebido três a quatro cervejas"

O homicida confesso, ajudante de padeiro, vivia com a cunhada desde os seis meses de idade, quando a sua mãe o pretendeu dar para adoção. Tinha por isso, uma relação de grande proximidade com a mulher do irmão.

Durante o seu depoimento, o arguido afirmou que depois do seu irmão falecer, as discussões entre si e a cunhada eram “muito frequentes” porque ela insistia com ele para que arranjasse um emprego fixo para contribuir para as despesas de casa.

Fiz aquilo naquela hora, mas depois arrependi-me logo, naquele dia tinha bebido três a quatro cervejas”, revelou, acrescentando: "Claro que não há desculpas possíveis”.

Atendendo ao facto do arguido ter confessado na íntegra, sem reservas e de livre vontade os crimes, o coletivo de juízes decidiu dispensar toda a produção de prova. A leitura da decisão judicial ficou agendada para 26 de abril.

Sem nada a opor, a procuradora do Ministério Público pediu a condenação “de forma a ser feita justiça”, considerando a confissão e a prova pericial. Já a defesa, frisou que o arrependimento do homicida confesso é “muito sentido”.