A greve dos guardas prisionais obrigou hoje ao adiamento do julgamento do caso do homem suspeito de ter matado com uma machada a companheira dentro da habitação, disse fonte do Tribunal de Vila Real.

Os guardas prisionais iniciaram hoje um novo período de greve, que se prolonga até sábado, para exigir a aplicação do estatuto profissional que entrou em vigor há mais de um ano e devido à falta de resposta do Ministério da Justiça (MJ) às suas reivindicações.

Por causa greve, que foi convocada pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, o arguido, em prisão preventiva, não foi levado ao Tribunal de Vila Real, que reagendou o início do julgamento para o dia 30 de abril.

Rui Borges, de 43 anos, é acusado pelo Ministério Público de um homicídio qualificado e três de violência doméstica.

O crime ocorreu em julho de 2014, quando o homem alegadamente pegou num machado e desferiu vários golpes na cabeça da vítima, de 33 anos, e com vivia já há alguns anos.

Na altura, a Polícia Judiciária (PJ) referiu, em comunicado, que o crime terá ocorrido por “motivos passionais”.

A vítima tinha dois filhos menores e o suspeito uma filha, a qual, após o caso, contou aos jornalistas que o pai lhe ligou a contar o sucedido, relatando que a companheira o terá tentado agredir com um machado e que ele lho retirou da mão, agredindo-a de seguida.

No bairro onde o casal vivia, os vizinhos referiram que os desentendimentos entre os dois eram frequentes e que, inclusive, a PSP foi chamada à sua habitação na noite e manhã do dia do crime.