O Tribunal de Marco de Canaveses aplicou esta quarta-feira prisão preventiva ao casal suspeito do homicídio, à facada, de uma comerciante de 39 anos em Felgueiras, a 27 de abril, informou fonte judicial.

 

Os arguidos, que não prestaram declarações, estão indiciados da coautoria de um crime de homicídio qualificado e de um crime de roubo.

 

O elemento masculino do casal entregou-se voluntariamente na GNR de Guimarães, na noite de segunda-feira, confessando a prática daquele crime e denunciando também a participação da mulher.

 

O casal, ele de 46 anos e ela de 40 e ambos desempregados, vivia no mesmo prédio da vítima, que foi encontrada morta em casa, na cama, com os pés atados.

 

Conforme relatou o arguido às autoridades, o móbil do crime terá sido o roubo, já que o casal estaria a passar por grandes dificuldades financeiras.

 

Quando se apresentou na GNR, o homem confessou também a autoria do homicídio de uma idosa em Joane, Famalicão, em março de 2012, crime pelo qual já foi condenado um sobrinho da vítima.

 

As autoridades estão a investigar a veracidade daquela confissão.

 

Cerca de dois meses depois da morte da idosa, a PJ deteve um sobrinho da vítima, pela alegada autoria do crime.

 

Estudante de criminologia, o sobrinho da vítima aceitou participar com a PJ, no dia em que foi detido, numa reconstituição do crime, em que confessou a prática do homicídio, mas a partir daí declarou-se sempre inocente.

 

A reconstituição acabou por ser a principal prova valorada pelo Tribunal de Famalicão, que o condenou a 20 anos de prisão, uma pena entretanto reduzida pela Relação para 12 anos, estando ainda pendente um recurso para o Supremo.

 

Na altura do homicídio da idosa, o casal agora detido morava no mesmo prédio da vítima, em Joane, Famalicão.

 

Pouco depois, saiu dali e foi para Felgueiras, para o mesmo prédio onde morava a comerciante assassinada em abril.

 

Quando se entregou à GNR, o homem confessou ainda a autoria de outros roubos, nomeadamente a postos de abastecimento de combustíveis, adiantando que terá sempre agido «instigado» pela mulher ou mesmo «a mando» dela.