Um jovem universitário de 20 anos foi, esta sexta-feira, mortalmente agredido por quatro indivíduos na rua D. Frei Vicente da Soledade e Castro, junto ao polo da Asprela, na cidade do Porto.

Fonte da PSP do Porto confirmou, à TVI, que o crime ocorreu por volta das 4:30 e o jovem ainda foi transportado para o hospital de São João, mas acabou por não resistir aos ferimentos.

A polícia não tem indicação que tenha sido utilizada qualquer arma. Os motivos que terão levado ao homicídio são ainda desconhecidos, mas não parece ter havido provocação prévia do jovem para com os agressores.

Em declarações à Lusa, fonte da Polícia Judiciária do Porto informou que o registo da ocorrência do estudante agredido chegou àquela polícia às 05:49, hora em que foi “ativada a secção de investigação de homicídios” e foi ativado de imediato o serviço de “perícia criminalística”.

No local, a Lusa constatou que há três elementos da Judiciária junto ao edifício no parque de estacionamento da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto a desenvolver as “necessárias diligências”.

Segundo o registo da ocorrência da Polícia Judiciária e que foi comunicado à Lusa, um grupo de indivíduos terá agredido o estudante do ensino superior, que circulava na via pública com colegas, sem “justificação prévia” ou “provocação prévia”. Os colegas da vítima, que também foram feridos para ajudar o colega, estão a ser ouvidos esta manhã na Judiciária, acrescentou a mesma fonte.

A vítima, natural do concelho de Baião, estava inscrita no “ano zero” do Instituto Superior de Contabilidade e Administração Pública, do Instituto Politécnico, disse à Lusa fonte daquela instituição de Ensino Superior.

O diretor de comunicação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Carlos Oliveira, falou aos jornalistas durante a manhã e esclareceu que, apesar do incidente ter ocorrido junto à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, o estudante não era aluno daquela faculdade.

Lamentamos o sucedido. O que sabemos é que a agressão ocorreu fora do edifício da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), junto ao parque de estacionamento que, durante a noite, está aberto ao público. O acesso não é controlado. Os edifícios da Faculdade são frequentados durante toda a noite. Temos muitos alunos ali a estudar”, descreveu.

Carlos Oliveira confirmou, igualmente, que os agressores também seriam estudantes.

Segundo informações recolhidas junto da polícia, nenhum dos estudantes, nem o agredido nem os agressores, eram da FEUP. Mas seriam todos estudantes”.

O presidente da Federação Académica do Porto (FAP), Daniel Freitas, lamentou a morte do jovem, sublinhando que uma situação destas “não pode passar em claro”.

É uma situação lamentável que não pode passar em claro. Qualquer situação destas tem de ser investigada”, frisou o dirigente associativo, que disse desconhecer, para já, os contornos do caso.

O Politécnico do Porto e o Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto manifestaram "dor e perplexidade" pela morte de um seu estudante e referiram que estão em contacto com as autoridades policiais e académicas para conhecer as circunstâncias concretas do caso.

É com profundo pesar que as presidências do Politécnico do Porto (IPP) e do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP) informam que o nosso estudante Joel José Queirós Rafael, que frequentava o Ano Zero do ISCAP, faleceu esta madrugada na sequência de um incidente no campo da Asprela”, lê-se num comunicado enviado à Lusa.

A Associação de Estudantes do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (AEISCAP) também veio já lamentou hoje a morte do estudante de 20 anos esta madrugada na zona do polo universitário.

“A AEISCAP vem por este meio comunicar e lamentar o falecimento do nosso colega Joel Rafael. O triste incidente, que nos tocou a todos, ocorreu esta noite na zona do Pólo Universitário”, lê-se num comunicado enviado à Lusa.

O Ministério do Ensino Superior também lamentou a morte do estudante, frisando que condena “todo e qualquer tipo de violência” no interior ou exterior das instalações das instituições de ensino.

Foi com pesar que o MCTES recebeu a notícia”, lê-se numa nota enviada às redações.