Um homem foi esta sexta-feira condenado, por um juiz do Tribunal de Almada, a 22 anos de prisão pela morte da companheira, num contexto de violência doméstica.



De acordo com uma nota da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa publicada no site oficial, o arguido foi condenado, em cúmulo, pelos crimes de homicídio qualificado, detenção de arma proibida e resistência e coação sobre funcionário.



A nota divulgada pela PGR adianta que os factos referentes ao caso remontam a 14 de dezembro de 2012 e tiveram lugar num anexo situado no Laranjeiro, em Almada.



«A vítima, para escapar à situação de violência física e psíquica que sofria por parte do arguido, tinha-se refugiado na casa dos pais. Porém, no dia dos factos, o arguido, com o pretexto de estar com a filha de ambos, com cinco meses, convidou a vítima a deslocar-se a esse anexo. Aí, o arguido, munido de uma espingarda caçadeira, com a coronha e os canos serrados, efetuou um disparo, visando o peito da vítima, a uma distância não superior a três metros», refere a nota.



A vítima, que deixou dois filhos menores, teve morte imediata e o arguido «abandonou o local e dirigiu-se para um café próximo, sempre com a espingarda caçadeira na sua posse».



Nesse café, «foi abordado por agentes da PSP de Almada, aos quais opôs tenaz resistência dificultando a sua detenção», conclui a nota.