O homem que, na região de Sintra, em 2014, matou o procurador da proprietária da casa onde vivia, por não pagar a renda, foi condenado a 18 anos de prisão, indicou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo a PGDL, um acórdão da Instância Central Criminal de Sintra condenou o arguido à pena única de 18 anos de prisão, designadamente 17 anos e seis meses pelo homicídio qualificado e um ano por furto do telemóvel da vítima.

A PGDL adianta que, em setembro de 2014, o arguido “confrontado com a incapacidade de pagar a renda da casa onde habitava, por ter ficado desempregado”, conseguiu atrair à casa o procurador da senhoria “com o falso pretexto de lhe pagar as rendas em atraso”.

Na habitação, o homem deu várias pancadas na cabeça do procurador da senhoria, com um martelo e com um haltere em ferro, até desfalecer, tendo, de seguida, arrastado o corpo da vítima até uma marquise, onde o deixou, depois de lhe ter furtado o telemóvel.

A PGDL adianta que a pena aplicada corresponde ao pedido formulado pelo Ministério Público em sede de alegações, tendo o arguido beneficiado de atenuantes da “confissão integral, da juventude e ausência de antecedentes criminais”.

Segundo a PGDL, o acórdão não transitou em julgado, noticia a Lusa.