A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar lamentou esta quarta-feira a falta de braçadeiras nos centros de saúde que permitam fazer um controlo da tensão arterial durante 24 horas, considerando a situação «ridícula».

«Não temos braçadeiras em número suficiente para fazermos a monitorização ambulatória da tensão arterial (MAPA). Depois de termos o ‘softwarwe’ faltam-nos as braçadeiras», disse o presidente da Associação durante a apresentação de um estudo sobre hipertensão.


A monitorização da tensão regista durante 24 horas a pressão arterial durante a atividade diária normal do doente, o que é feito aplicando no paciente uma braçadeira que se liga a um aparelho de registo transportado à cintura.


«Precisávamos de ter aparelhos destes em cada unidade de saúde familiar e em cada centro de saúde. Já termos aparelhos e não termos braçadeiras suficientes é ridículo», comentou Rui Nogueira.


Em resposta a esta situação, o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde admitiu que o Ministério «não tem uma estatística de braçadeiras em falta» que permita perceber qual a dimensão do problema.

Contudo, Leal da Costa considerou que as administrações dos centros de saúde e as administrações regionais de saúde devem ter atenção a esta questão.

Um estudo apresentado esta quarta-feira revela que 70% dos idosos sofre de hipertensão

«Há pequenas coisas de baixa tecnologia que acabam por ter um impacto na saúde pública acima de outras, como medicamentos de alto custo ou outras tecnologias muito mediatizadas», afirmou o secretário de Estado, também presente na sessão de apresentação do estudo sobre hipertensão em Portugal, que analisou os utentes inscritos nos centros de saúde e com médico de família.