O chefe de Estado-Maior da Força Aérea, Manuel Teixeira Rolo, anunciou esta terça-feira que a Base Aérea nº 4, nas Lajes, ilha Terceira, Açores, deve ter em julho uma nova tripulação para os helicópteros EH101.

"Estamos, neste momento, a ultimar a qualificação de mais um piloto-comandante para esse fim", disse o chefe de Estado-Maior da Força Aérea, acrescentando que, em princípio, a nova tripulação deve deslocar-se para as Lajes "durante o mês de julho".

Manuel Teixeira Rolo falava aos jornalistas na Horta, ilha do Faial, na sequência de uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro.

A Base Aérea nº 4 tem atualmente dois helicópteros EH101, mas apenas uma tripulação, tendo entre as suas funções o apoio ao comando da zona aérea nas missões de busca e salvamento, o transporte de doentes inter-ilhas e o apoio em caso de catástrofe.

De acordo com o chefe de Estado-Maior da Força Aérea, a segunda tripulação virá reforçar os serviços prestados.

"Continuarão a cumprir as missões como (…) até aqui, mas, naturalmente, com uma margem adicional e mitigando um pouco o esforço a que a outra tripulação tem estado submetida de facto", salientou.

À saída da reunião, o presidente do executivo açoriano manifestou-se satisfeito com as garantias dadas pelo chefe de Estado-Maior da Força Aérea.

"Este encontro permitiu constatar o andamento de assuntos que interessam à região. É certo que há matérias que não dependem apenas da vontade dos responsáveis, que têm outras envolvências, mas registo como muito positivo este trabalho e a concretização destes compromissos", adiantou.

Em julho de 2014, o parlamento açoriano aprovou, por unanimidade, um voto de protesto pela falta de meios da Força Aérea nos Açores, depois de, no mês anterior, um homem ferido numa tourada na ilha de São Jorge ter morrido sem ter sido transferido para um dos três hospitais do arquipélago, alegadamente por falta de tripulação disponível.

Em dezembro do mesmo ano, o comandante do Comando Operacional dos Açores, José Romão Caldeira, disse que a Força Aérea estava a desenvolver um "esforço grande" para ter as tripulações necessárias a operar com os todos meios existentes no arquipélago.