O Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre os medicamentos recusados a doentes dos IPO defendendo não ser «aceitável» a recusa da medicação, nem que possa existir um tratamento diferenciado relativamente a pacientes de outras unidades hospitalares.

Numa pergunta subscrita por João Semedo e Helena Pinto, dirigida ao Ministério da Saúde nesta segunda-feira, o Bloco questiona o Executivo se tem «conhecimento de que os IPO de Lisboa, Porto e Coimbra estão a recusar concertadamente a prescrição de terapêuticas inovadoras contra o cancro, designadamente abiraterona e axitinib».

«Esta concertação para a não prescrição de terapêuticas inovadoras faz-se sentir relativamente a outros medicamentos? Quais? Que medidas vai o Governo implementar para garantir o acesso dos doentes à medicação de que necessitam?», questionam ainda os deputados bloquistas.

Para o BE, «não é possível nem aceitável que os doentes se vejam privados de aceder à medicação necessária para tratamento da sua doença por motivos economicistas» e «não é possível nem aceitável que doentes sejam tratados de forma distinta consoante as unidades hospitalares a que recorrem».

«O Bloco de Esquerda considera fundamental que o Governo intervenha com urgência de modo a garantir o regular funcionamento dos serviços hospitalares, assegurando equidade no acesso e garantindo que os utentes não se veem privados de aceder à medicação de que necessitam por motivos economicistas! Esta é uma situação grave que exige uma resposta cabal e urgente», declaram.