Os desenhos animados fizeram e fazem as memórias de crianças em todo o mundo. Os ídolos vão variando de geração em geração, mas há personagem intemporais, que hoje constroem memórias de pais e filhos e até netos. Lembra-se da Abelha Maia? Da Heidi? Do Marco? Alguns estão com 40 anos. Outros muito próximos disso. Mas continuam com a vitalidade de criança.
 

 A Abelha Maia

 
A personagem nasceu pelas mãos do escritor alemão Waldemar Bonsels, em 1912, no livro Die Biene Maja und ihre Abenteuer ( As Aventuras da Abelha Maia, em Português). Mas só passou para os ecrãs de televisão em 1975, com a chancela da companhia nipónica Nippon Animation. O primeiro episódio foi emitido no dia 1 de abril de 1975. Faz esta semana 40 anos, portanto.

A Portugal, a Abelha Maia chegou em 1978. A música do genérico continua a «não sair da cabeça» até das gerações mais novas.


 

Em 2014, a abelhinha foi «promovida» e passou dos ecrãs de televisão para os ecrãs de cinema. «Maya the Bee», uma produção germana-australiana, estreou em setembro de 2014. A Portugal, chegou já em janeiro deste ano, com o título «Abelha Maia – o Filme». 



 

Heidi


A pequena e irrequieta órfã que saltitava pelas montanhas dos alpes suíços foi criada também em livro, numa primeira fase. O livro infanto-juvenil foi lançado em 1880, pela escritora suíça Johanna Spyri. As aventuras de Heidi venderam mais de 50 milhões de exemplares e foram traduzidas em mais de 50 línguas.
 
Mas os desenhos animados nasceram só em 1974, também no Japão. Heidi, a menina dos desenhos animados, já fez 41 anos e continua com o mesmo espírito rebelde e «descalço» de quem pula pelos campos e tem a liberdade como lema.


 

A Portugal, a menina que vivia com o avô e passava os dias a fazer das suas com os amigos Clara e Pedro, só chegou a Portugal em 1976. Hoje em dia tem já uma versão em 3D, mas, na essência, nada mudou.
 

Calimero

 
O meigo, mas infeliz pintainho nasceu na publicidade, em Itália, nos anos 60. Era o único pintainho negro numa família de lindos pintainhos amarelos. Passava a vida a lamentar a sua sorte e conquistou de tal forma os corações que, em 1974, os estúdios japoneses Toei decidiram transformá-lo em protagonista de uma série de desenhos animados.
 
A Portugal, chegou ainda nos anos 70, primeiro legendado e só depois dobrado por atores portugueses.


 
O Calimero já leva 40 anos a lamentar a vida, mas continua a fazer as delícias da pequenada, juntamente com a eterna namoradinha Priscila. Agora é transmitido em Portugal num canal de cabo. Modernizou-se um pouco, mas continua com o espírito de sempre.
 

Marco

 
A viagem do pequeno Marco, desde a Itália até à Argentina, em busca da mãe começou há 39 anos. No próximo ano, ultrapassa a barreira dos 40. Continua na memória de milhões de pessoas pelo mundo inteiro.

O melodrama do pequeno Marco chegou a Portugal em 1977.



A história de Marco já deu origem a dois filmes. Um em 1980 e outro em 1999.
 

Vickie, o Viking


A história do pequeno Vickie é baseada nas personagens criadas pelo escritor sueco Runer Johnson. Relata as aventuras dos habitantes da pequena aldeia de Flake (situada entre a Suécia e a Noruega).
 
Os desenhos animados foram criados em 1974, mas só chegaram a Portugal um ano mais tarde. Primeiro, foi emitida na RTP, com o nome Wickie, O Viking. Mais tarde, foi emitida na TVI, já como Vickie, o Viking.