
Foi aprovado esta quarta-feira, em reunião do Conselho de Administração da Gulbenkian, um programa que visa promover a língua e os estudos portugueses no estrangeiro, nomeadamente em África, na Ásia e em Timor-Leste.
De acordo com a agência Lusa, o Programa de Língua e Estudos Portugueses «vem na sequência do programa Gulbenkian de língua portuguesa, que já existe desde 2003, e é agora alargado aos estudos portugueses», afirmou Manuel Carmelo Rosa, responsável pelo Programa Gulbenkian de Língua e Estudos Portugueses (PGLEP).
«A língua portuguesa tem tido uma enorme procura a nível internacional, e há países emergentes que estão muito interessados em formação. A China é um desses casos que tem feito solicitações à Gulbenkian para formar professores chineses. Vamos tentar dar resposta em conjunto com as instituições de ensino superior», acrescentou.
A maior parte das solicitações para formação de professores de português vem de países da Ásia e da África, continentes a que o programa dará prioridade, sempre com destaque aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e em Timor-Leste.
«Em África, a língua portuguesa é muito importante porque é uma das três línguas europeias faladas e, por isso, é muito valorizada, não apenas no espaço dos países de língua oficial portuguesa, mas também nas organizações internacionais africanas», indicou Manuel Carmelo Rosa.
A Gulbenkian vai continuar a promover o pensamento em língua portuguesa, a organização e tratamento de espólios portugueses de interesse cultural e histórico, e a fazer a publicação de textos de cultura portuguesa que estejam em risco.
Também envolve a área da proteção do património português no mundo, do apoio à produção e divulgação da literatura em língua portuguesa, da promoção no mundo dos domínios científicos com expressão relevante em Portugal e da promoção da leitura.