Mãe e avó, que foram detidas pelo sequestro do filho de três anos, são suspeitas de sequestro agravado. Também o avô materno e o tio da criança foram constituídos arguidos por cumplicidade no sequestro. Vão todos aguardar o julgamento em liberdade, apurou a TVI24.

Os quatro arguidos ficaram ainda obrigados a apresentações periódicas no posto da GNR da sua residência e têm de entregar os passaportes às autoridades. 

A avó, médica psicóloga foi detida por, alegadamente, ter ajudado a filha, também ela médica, a sequestrar o filho de três anos e meio de idade para o privar do contato com o pai. A detenção da mãe terá levado a própria filha a entregar-se às autoridades.

Segundo um comunicado da Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, em cumprimento de mandado emitido pelo Ministério Público – DIAP de Guimarães, e com recurso a mecanismos de cooperação internacional, “procedeu à detenção de uma mulher por presumível crime de sequestro”.

Acrescentando a PJ de Braga que “a arguida terá estado em vários países, juntamente com o filho de três anos e meio, tendo tido o apoio de familiares diretos, de forma a subtrair a criança ao contato com o progenitor, em desobediência a decisão do Tribunal de Família”.

Segundo as autoridades contatadas pela TVI, a criança foi entregue ainda ontem à tarde ao pai e está bem. 

A médica anestesista demitiu-se em junho do ano passado do hospital de Braga, alegadamente para fugir com a criança. Na sequência de um divórcio litigioso, a mulher ficou com a guarda do menor, mas o pai teria direito a ficar periodicamente com ele.