O julgamento de um megaprocesso por tráfico de droga teve de ser interrompido esta segunda-feira por causa da inoperacionalidade da plataforma informática Citius e do sistema alternativo de gravação alternativo.

Na audiência de hoje, a primeira do caso, o tribunal limitou-se à identificação dos 19 arguidos no processo, cinco dos quais estão em prisão preventiva, adiantou à Lusa fonte judicial.

O tribunal propôs-se ainda ler as 140 páginas da acusação, mas o procedimento acabaria por ser dispensado pelos advogados envolvidos no processo.

Face à inoperacionalidade não só da plataforma informática de suporte à atividade dos tribunais (Citius), resultante da reorganização do mapa judiciário, mas também do sistema alternativo de gravação do próprio tribunal, o julgamento foi interrompido, sem que tivesse sido ouvido qualquer um dos arguidos ou das testemunhas.

Foi marcada nova audiência para quarta-feira.

Na sexta-feira, a Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) pediu a todos os utilizadores da plataforma de suporte à atividade dos tribunais Citius para não praticarem «quaisquer atos» naquele sistema informático, nomeadamente gravações.

O caso em julgamento

Os arguidos desta julgamento foram detidos em dezembro de 2013 pela GNR, numa operação que envolveu 25 buscas em casas, armazéns e viaturas naquele concelho e no de Braga.

A operação resultou na apreensão de 12.500 doses de haxixe, 300 doses de cocaína, 25 doses de heroína e 100 gramas de liamba, além de material relacionado com o crime de tráfico de produtos estupefacientes, como balanças de precisão, objetos de corte, embalagens e ¿avultadas¿ quantias de dinheiro.

Foram ainda aprendidas duas armas de fogo e diversas munições. Os detidos têm idades entre os 27 e 67 anos.