O Tribunal de Guimarães condenou hoje a três anos de prisão, com pena suspensa, um homem, suspeito de ter feito explodir em setembro do ano passado o carro da ex-namorada, por motivos passionais.

O arguido, de 25 anos, estava acusado dos crimes de violência doméstica, dano, explosão, tráfico de armas e detenção de arma proibida.

No entanto, o coletivo de juízes entendeu que o crime de detenção de arma proibida foi consumido pelo de tráfico de armas.

O jovem, pedreiro de profissão, foi condenado a um ano e meio de prisão, pelo crime de violência doméstica, e dois anos e três meses, pelo crime de tráfico de armas.

Em cúmulo jurídico, foi-lhe aplicada uma pena única de três anos de cadeia, suspensa na sua execução por igual período.

O indivíduo foi ainda absolvido dos crimes de dano e explosão, porque a ofendida desistiu da queixa, mediante um acordo para o pagamento de uma indemnização de quatro mil euros.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), os factos ocorreram entre agosto e outubro do ano passado.

O arguido não se conformou com o fim da relação de namoro de cerca de dois anos e passou a perseguir e a ameaçar a ex-namorada, chegando mesmo a agredi-la.

Ainda de acordo com a acusação, no dia 21 de setembro, cerca das 01:00, o arguido, ou alguém a seu mando, colocou um engenho explosivo na viatura utilizada pela ex-namorada, que explodiu, causando danos na parte frontal e no interior do veículo.

O MP diz que o arguido conhecia as características do engenho explosivo colocado no carro da ofendida, adiantando que "previu e quis que o mesmo detonasse e causasse prejuízo em bem cujo valor conhecia".

O jovem foi detido em outubro de 2014, pela Polícia Judiciária, que encontrou na sua residência 18 aerossóis de defesa, devidamente embalados, destinados à venda ou cedência a quem se mostrasse interessado na sua aquisição.