O acidente que provocou a morte de três pessoas, este domingo, durante o 1º Rali Sprint de Guimarães vai ser investigado pelo Ministério Público, adiantou no local a GNR, mas a organização da prova garante que estavam cumpridos todos os critérios de segurança.

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Em declarações aos jornalistas no local, na Rampa da Penha, freguesia de Calvo, o responsável da sala de situação da GNR, capitão Adelino Silva, apontou ser «ainda prematuro» apontar culpas no acidente, que além de três mortos, provocou ainda dois feridos graves e três ligeiros.

«É prematuro tecer algum comentário de culpabilidade do que aconteceu» pelo que, adiantou, «tudo irá ser averiguado em sede de inquérito» e «todos os factos irão ser comunicados ao Ministério Público que, em sede disso, pedirá novas diligências processuais», garantiu.

O MP de Guimarães confirmou que «já deu entrada» nos serviços a comunicação do acidente no Rali Sprint de Guimarães e apontou como «prioridade» ordenar a realização da autópsia aos três mortos.

Fonte no MP de Guimarães explicou à Lusa que o processo vai correr agora os trâmites «normais» em casos de morte violenta e que, «num primeiro momento», o «mais importante» é «acautelar o sofrimento das famílias das vítimas».

Circunstâncias não são claras

As circunstâncias nas quais se deu o despiste ainda não são claras, havendo mesmo informações contraditórias quanto ao local onde estavam as oito pessoas vítimas deste acidente.

O segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, Joaquim Oliveira, apontou que as vítimas estariam num talude quando foram colhidas, enquanto o diretor da prova relatou que estariam «na berma» da estrada, a caminho do local da prova.

Segundo o diretor da prova, Eduardo Crespo, o acidente deu-se quando o carro 46 se despistou «depois das células da tomada de tempos e embateu contra pessoas que iriam a passar para ver o rali».

No entanto, o responsável no local dos bombeiros vimaranenses apontou que estariam num outro local: «Tanto quanto entendo estavam em cima de um talude», afirmou.

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Se o local era ou não seguro para estar é outra questão na qual há opiniões díspares: Eduardo Crespo afirmou que o local «não estava vedado, mas as pessoas tinham informação que era perigoso estar ali».

«Penso que estariam numa posição de segurança», referiu Joaquim Oliveira.

Quanto à segurança e meios de apoio envolvidos na prova, bombeiros, GNR e organização concordam que «estavam reunidas todas as condições de segurança» exigidas para um evento desta natureza, mas reconhecem ser difícil antever certo tipo de cenários.

«Todos os meios e situações foram equacionadas, mas perante um cenário desta envergadura todo o planeamento fica um pouco assim sem sustentação em virtude de nunca sabermos o que poderá acontecer», explicou o responsável da GNR.

Segundo Joaquim Oliveira, «os primeiros socorros foram dados por uma enfermeira do público», mas os restantes meios não demoraram a chegar ao local já que «se encontravam mobilizados».

O operacional dos bombeiros relatou ainda que duas vítimas já estavam mortas quando o socorro chegou, mas que ainda foram realizadas manobras de suporte básico de vida «sem sucesso» à outra vítima mortal.

Na operação de socorro, disse, «estiveram envolvidas sete viaturas de urgência e viaturas de desencarceramento».

Segundo disse à Lusa fonte junto da prova, os pilotos que corriam no rali estavam a prestar uma homenagem a um colega falecido num acidente numa prova anterior.

«Corriam com a fotografia do colega no vidro do carro», disse.