Doze restaurantes portugueses foram distinguidos na edição de 2014 do Guia Michelin, depois de um espaço em Almancil ter perdido a estrela, outro em Lisboa a ter recuperado e um em Montemor-o-Novo a ter recebido pela primeira vez.

A edição 2014 do Guia Michelin Espanha e Portugal foi hoje apresentada no Museu Guggenheim da cidade basca Bilbau, em Espanha, perante uma plateia de «chefs», críticos de gastronomia e jornalistas da Península Ibérica.

À semelhança da edição deste ano, o Guia Michelin Espanha e Portugal de 2014 volta a destacar com duas estrelas («mesa excelente, merece o desvio») o restaurante Ocean, «comandado» por Hans Neuner em Lagoa, e o Vila Joya, chefiado por Dieter Koschina em Albufeira.

No próximo ano, oito restaurantes mantêm a estrela Michelin («muito bom na sua categoria»): Willie's (Vilamoura), Henrique Leis (Almancil), Il Gallo d'Oro (Funchal), Casa da Calçada (Amarante), Fortaleza do Guincho (Cascais), The Yeatman (Vila Nova de Gaia), Feitoria e Belcanto (ambos em Lisboa).

Em relação à edição de 2013, a Michelin retira a estrela ao restaurante São Gabriel, em Almancil, chefiado por Leonel Pereira, e atribui a distinção pela primeira vez ao restaurante L'And Vineyards, em Montemor-o-Novo, liderado por Miguel Laffan.

Outra novidade na edição do próximo ano é o regresso da estrela Michelin ao restaurante Eleven, em Lisboa. O espaço, comandado pelo «chef» Joachim Koerper, tinha perdido a distinção internacional no guia de 2012.

Em Espanha, o Guia Michelin atribuiu um total de 174 restaurantes: oito com três estrelas (a novidade em 2014 é a terceira estrela para o madrileno Diverxo), 20 com duas (dois novos) e 146 com uma.

Em comparação com a edição de 2013, que distinguiu 159 espaços espanhóis, um total de oito perdem a estrela e 23 ganham.

Criado no início do século XX para ajudar os viajantes nas suas deslocações, o Guia Michelin é hoje considerado uma referência mundial na qualificação de restaurantes. Portugal entrou no roteiro em 1910, mas as primeiras estrelas só chegariam em 1974, recorda a Lusa.

Os inspetores do guia valorizam «a qualidade dos produtos, o ponto de cozimento, os sabores, a criatividade, a regularidade da cozinha e a relação qualidade/preço».