O incêndio florestal que atinge o Sabugal, na Guarda, provocou um morto e ainda representa uma "situação muito complicada", disse este sábado fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro da região (CDOS).

O fogo provocou "uma vítima mortal civil na aldeia de Sobreira", uma das sete populações que estiveram ameaçadas pelas chamas, avançou à agência Lusa o comandante do CDOS da Guarda, António Fonseca.

A vítima, um homem de 70 anos, foi encontrada sem vida, perto de uma das frentes.

"Há a lamentar a morte de um senhor com cerca de 70 anos, que estava no meio de um canavial e não conseguiu sair a tempo", disse à agência Lusa Vítor Proença, vereador da Proteção Civil da Guarda.


A aldeia de Sobreira foi uma das sete povoações do município do Sabugal, ameaçadas pelas chamas ao longo da tarde de hoje, embora, de acordo com o autarca, não haja registo de casas atingidas pelo incêndio.

"Houve algum pânico mas não há registo da destruição de bens edificados", indicou Vítor Proença, frisando que os bombeiros concentraram os meios na defesa daquelas povoações e que as situações mais complicadas, para além de Sobreira, aconteceram junto às localidades de Espinhal e Águas Belas.


Este é um dos três incêndios referenciados na página eletrónica da Autoridade Nacional de Proteção Civil, sendo o que mais operacionais envolve, com 404, apoiados por 130 meios terrestres.

O incêndio, a afetar principalmente mato, iniciou-se pouco depois das 02:30 de hoje, em Rebelhos-Sortelha.

Segundo os dados da página eletrónica da Proteção Civil, foram utilizados oito meios aéreos no combate às chamas.

Desde as 13:13, Santa Eugénia, no concelho de Alijó, também está a ser atingida por um incêndio, com três frentes ativas.

Nesta localidade encontram-se 162 operacionais ajudados por um helicóptero e 44 equipamentos terrestres, refere a Proteção Civil.

O último fogo registado, com início pouco depois as 15:00, é em Possacos, no concelho de Valpaços, em Vila Real, tem duas frentes ativas e está a destruir povoamento florestal.

São 130 os operacionais a enfrentar as chamas em Possacos, apoiados por 40 meios terrestres.