A mãe do menino de dois anos e meio que morreu colhido por um comboio na Guarda apresentou queixa, nesta sexta-feira, contra a família do ex-companheiro e pai da criança, por alegadamente estar a ser alvo de ameaças, apurou a TVI

A mulher foi detida pela Polícia Judiciária, por "presumível crime de exposição ou abandono, do qual resultou a morte do filho menor", mas já foi ouvida e libertada sob a medida de coação menos gravosa, termo de identidade e residência.

A TVI sabe, ainda, que jovem de 23 anos está grávida de três meses de um novo companheiro.

Segundo o comunicado divulgado, nesta sexta-feira, pela PJ, a identificação e detenção da mãe da criança esteve a cargo do Departamento de Investigação Criminal da Guarda da PJ.

Na quinta-feira, cerca das 13:30 horas, um menino de "apenas dois anos e meio" foi "colhido por um comboio na linha ferroviária da Beira Alta, próximo do apeadeiro de Sobral da Serra", recorda, ainda, a autoridade.

De acordo com o relato de familiares da vítima à TVI, a criança estaria a brincar num pátio da casa de vizinhos, onde também estaria a mãe. Quando a progenitora se ausentou por alguns minutos, o menino ter-se-á esgueirado e caminhado até à linha do comboio, a cerca de 200 metros da habitação. Acabou por ser colhida pelo comboio Intercidades que saiu da Guarda com destino a Lisboa. O alerta foi dado pelo maquinista.

O Intercidades passa no apeadeiro a cerca de 150 km/h e há muito que a população de Sobral da Serra se queixa da falta de segurança, uma vez que no apeadeiro não há qualquer estrutura de protecção ou vigilância.