As medidas de coação de Joaquim Barroca, administrados do Grupo Lena detido na quarta-feira à noite, só vão ser conhecidas esta sexta-feira, depois das 10:30. Joaquim Barroca Rodrigues foi ouvido esta quinta-feira à tarde no Palácio da Justiça, em Lisboa, pelo juiz Carlos Alexandre. O interrogatório terminou por volta da hora de jantar. 

O administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca foi detido quarta-feira à noite, depois de buscas realizadas à sede do grupo, em Quinta da Sardinha, no concelho de Leiria. Joaquim Barroca foi detido no âmbito da «Operação Marquês», que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates.

Joaquim Barroca é o sexto arguido da "Operação Marquês". A TVI sabe que o Ministério Público suspeita de corrupção ativa. Joaquim Barroca terá oferecido contrapartidas em troca da adjudicação de vários contratos do Estado ao Grupo Lena. Em causa, estarão parcerias rodoviárias, TGV, Parque Escolar, além da construção de 50 mil casas na Venezuela. 

O Ministério Público acredita que o empresário terá transferido mais de dois milhões de euros para contas bancárias na Suiça, em nome de Carlos Santos Silva, amigo de José Sócrates, que também está em prisão preventiva.