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Gripe A pode fazer 75 mil mortos em Portugal

Previsão é do director do Instituto de Higiene e Medicina Tropical que, no entanto, desvaloriza dados

Por: Redacção / André Vieira  |  8- 5- 2009  17: 20

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Gripe mexicana

O director do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Jorge Torgal, afirmou esta sexta-feira que uma epidemia da gripe A em Portugal causaria dois a três milhões de infectados e 75 mil mortos. As revelações foram proferidas no 3º Congresso sobre «Pandemias na era da globalização», no entanto, em declarações ao tvi24.pt o médico desvaloriza os dados que apresentou.

Jorge Torgal, explica que estes números são «baseados em dados apontados pela OMS». O médico refere que quando apresentou os números «a intenção nunca foi alarmar a população», até «porque esta era uma conferência para médicos». Reforçou ainda que «aguarda-se uma vacina no prazo de dois meses», por isso espera «que o número de infecções não venha a confirmar-se».

Tendo em conta que no mundo inteiro se registaram ainda 42 casos mortais de doentes infectados de Gripe A, os números previstos podem parecer exagerados, no entanto, explica que esta estimativa não se baseia em dados actuais «porque estes não são transplantáveis», a OMS «chega a estes dados através de outras epidemias registadas no passado».

Jorge Torgal reforçou ainda que está «convencido que dentro de dois meses a gripe será controlada de uma forma eficaz». No entanto, na apresentação que efectuou o responsável chegou a declarar que estas previsões eram «optimistas».

Espanha é risco grave para Portugal

«Se houver uma epidemia e não for criada uma vacina até Outubro, Novembro, a previsão mais optimista é que haverá em Portugal dois a três milhões de pessoas com gripe, o que significa que serão 75 mil pessoas a perder a vida», afirmou, citado pela Lusa.

O especialista sublinhou que no ano passado só a gripe sazonal provocou em Portugal «um acréscimo de mortalidade de 1.961 casos, número muito acima do normal» e para o qual não há, até ao momento, explicações. «Foi nas barbas de todos nós e ninguém se apercebeu nem houve nenhum alarme das autoridades de saúde», observou.

O responsável considerou ainda que «Espanha, aqui ao lado, onde quinta-feira havia 57 casos confirmados, dos quais quatro transmitidos no país, é uma fonte de preocupação, um risco grande» para Portugal.

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