Representantes dos quatro sindicatos de técnicos de diagnóstico e terapêutica entregaram hoje no Parlamento um manifesto a denunciar a “brutal injustiça que se perpetua” com os profissionais, tendo ficado agendada para segunda-feira uma reunião no Ministério da Saúde.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, depois dos quatro sindicatos terem sido recebidos, esta tarde, pelo secretariado do presidente da Assembleia da República, receberam “uma comunicação do Ministério da Saúde para agendar uma reunião na segunda-feira”.

As quatro estruturas sindicais que representam os técnicos “esperam que se façam novas propostas” relativas às matérias que não ficaram acordadas e que não contemplam as reivindicações que levaram à greve nacional que hoje se iniciou.

O primeiro dia de greve nacional dos técnicos foi assinalado com uma concentração no Marquês de Pombal, em Lisboa, seguida de marcha até à Assembleia da República, que reuniu mais de 1.500 manifestantes.

Os sindicatos alegam que a tabela salarial imposta pelo Governo faz com que cerca de 90% dos técnicos permaneçam na base da carreira toda a sua vida profissional. Além disso, dizem que o sistema de avaliação imposto prolonga a estagnação salarial por mais 10 anos.

Argumentam ainda que o Governo violou o acordo firmado com os sindicatos, reduzindo a quota dos que atingem o topo da carreira em 50%.

A greve, que se prolonga até às 24.00 de sexta-feira, prevê o cumprimento de serviços mínimos, abrangendo tratamentos de quimioterapia e radioterapia ou os serviços de urgência.