As administrações das empresas de recolha e tratamento de lixo Amarsul e Valorsul, onde esta quarta-feira começa o primeiro de dois dias de greve, afirmaram-se surpreendidas com a paralisação, face à garantia dada de aumento salarial para os trabalhadores.

A greve, de 24 horas, que começou esta quarta-feira às 00:00 e decorre até à meia-noite, e também decorre na sexta-feira, dia 16, no mesmo horário, afeta 28 concelhos das regiões de Lisboa, do Oeste e da Península de Setúbal.

A paralisação visa exigir o aumento de salários e o respeito pelos direitos inscritos no Acordo de Empresa, reivindicações que as duas empresas asseguram que já estão a ser cumpridas, pelo que assinalam no comunicado que foi "com surpresa" e "com perplexidade" que tomaram conhecimento do pré-aviso de greve.

Em comunicados autónomos, a Amarsul e a Valorsul referem que decidiram aumentar os salários, com efeitos retroativos a janeiro, privilegiando os trabalhadores com remunerações mais baixas.

As duas empresas alegam, ainda, que "a aplicação integral do Acordo de Empresa" foi reposta em julho de 2015, levando à integração nos quadros de todos os trabalhadores precários, ao fim dos cortes salariais e à restituição das progressões na carreira.

A greve na Valorsul afeta os concelhos de Alcobaça, Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lisboa, Loures, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Odivelas, Peniche, Sobral de Monte Agraço, Rio Maior, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

Na Amarsul, a paralisação atinge os municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.

Em julho de 2015, a Amarsul e a Valorsul passaram a integrar o grupo Mota-Engil, por via da compra da Empresa Geral de Fomento (EGF), detentora de 51% do capital social da Amarsul.