Dos cerca de 40 enfermeiros da Linha Saúde 24 que estavam escalados para os turnos da manhã de hoje só compareceram 18, naquele que é o segundo dia de uma paralisação de protesto, segundo a comissão de trabalhadores.

De acordo com Márcia Silva, da comissão informal de trabalhadores, a adesão à paragem do atendimento telefónico da linha mantinha-se hoje de manhã em níveis idênticos aos da tarde e noite de sexta-feira, quando começou o protesto contra despedimentos e cortes de salário.

Segundo relatou à agência Lusa, pelas 10:00 a Linha Saúde 24 já tinha chamadas em espera, uma tendência que se deverá agravar ao início da tarde, quando o fluxo de telefonemas normalmente se intensifica.

Na noite de sexta-feira, a comissão informal de trabalhadores já tinha dado conta de uma adesão ao protesto na ordem dos 50 a 60 por cento.

A agência Lusa tentou obter hoje informações junto da empresa que gere a Linha Saúde 24, mas até ao momento ainda não foi possível.

Num comunicado divulgado na sexta-feira, a empresa disse ter sabido informalmente de que «um grupo, que não ultrapassa a dezena de prestadores de serviços», promoveu «um boicote», uma situação «grave».

A empresa estranhou o protesto anunciado por trabalhadores, acusando-os de «grande insensibilidade» e de o «mais completo desrespeito» para com os portugueses.

Os trabalhadores em protesto decidiram entretanto realizar hoje à tarde uma concentração em frente à sede da empresa, em Lisboa.

No dia 04 de janeiro, os funcionários já tinham parado durante 24 horas, em protesto contra os despedimentos em curso, que consideram ser uma «retaliação clara por parte da empresa por estes trabalhadores não terem aceitado a redução salarial e exigirem um contrato de trabalho em vez do ilegal falso recibo verde».