O presidente da Câmara de Monção disse à Lusa que vai desenvolver todos os esforços para que «ainda hoje» sejam pagos os salários em atraso aos bombeiros, que entram em greve, a partir do meio-dia, a «qualquer serviço de socorro».

«Vou tentar dialogar para ver se hoje consigo alinhar tanto com a direção como com o comando, para ver a principal reivindicação dos bombeiros ultrapassada», explicou à Lusa Augusto Domingues, autarca e responsável máximo da proteção civil municipal.

Os Bombeiros decidiram iniciar esta terça-feira, a partir do meio-dia, uma greve, «por tempo indeterminado» não assegurando «qualquer serviço de socorro», por causa de salários em atraso desde março.

O presidente da Câmara anunciou que vai sentar as partes à mesma mesa e «tentar demovê-las» para seja suspensa a greve.

Diz estar preocupado com o período de incêndios que se avizinha e com alguns serviços que a corporação assegura no município, como o transporte escolar de alunos do concelho que «não pode parar». «Temos que acabar com esta clivagem. Eu compreendo que estejam aflitos porque há famílias que dependem do vencimento. Agora, que pensem bem porque podem prejudicar outros», alertou.

A greve dos 24 assalariados da corporação conta também com a «solidariedade» dos voluntários, num total de 50 elementos.