O ambiente no Aeroporto Internacional de Lisboa era de aparente calma ao início da manhã, no primeiro de quatro dias de greve dos tripulantes de cabine da TAP, apesar dos cerca de 30 voos cancelados.

 

De acordo com Carina Coelho, porta-voz da TAP, até às 8:30 da manhã desta quinta-feira foram cancelados cerca de 30 voos.

 

Carina Coelho lembrou que a companhia «ainda não está a fazer uma estatística correta», mas que o fará ao longo do dia.

 

«A situação está mais ou menos calma. A TAP tinha 25 mil reservas para hoje mas conseguimos reduzir este número para 10.500», disse a porta-voz da companhia aérea, reiterando que a companhia está disponível para quaisquer esclarecimentos.

 

A responsável da TAP apelou para que as pessoas com reservas para esta quinta-feira e dias seguintes telefonem (para o número 707 205 700) antes de se deslocarem para o aeroporto.

 

No local, a Lusa falou com um casal de passageiros que saiu de casa, perto de Peniche, pelas 4:00 da manhã, para apanharem um voo para Bruxelas marcado para as 7:05.

 

Saul Remédios disse ter ligado há dois dias para a TAP para saber se estava tudo bem com o voo e, como a resposta foi afirmativa, saíram de casa acreditando que iriam conseguir apanhar o avião.

 

«Estamos aqui há horas. A minha esposa foi operada à coluna, podíamos ter sido avisados mais cedo. Chegámos aqui e disseram-nos que havia greve e tentámos que nos arranjassem solução. A única coisa que fizeram foi arranjar-nos um voo numa outra companhia aérea às 16:30 para Madrid e depois lá apanhamos avião para Bruxelas», disse Saul Remédios.

 

De acordo com Nuno Fonseca, do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), a adesão à greve está a ser «muito boa, rondando os 100 por cento».

 

Na quarta-feira, o SNPVAC, que representa 2.500 tripulantes de cabine da TAP, antecipou uma «grande adesão» para o primeiro de quatro dias de uma greve convocada para reclamar o cumprimento do Acordo de Empresa.

 

A TAP previu «uma significativa perturbação na operação da companhia nestes dias», estimando um custo de cinco milhões de euros por cada dia de paralisação.