Em dia de greve dos administrativos e auxiliares de saúde, o ministro Paulo Macedo prometeu discutir  com os grupos parlamentares, e apoiado pelo Ministério das Finanças, mais dinheiro para os hospitais, sobretudo para aqueles que estão em falência técnica. 

«Estamos a encarar e vamos discutir com os grupos parlamentares a possibilidade de virmos a ter aumentos de capital nos hospitais que tenham aumentos subscritos por diversos governos anteriormente, e que nunca foram realizados, e também que estão em situação de falência técnica», afirmou Paulo Macedo, na Assembleia da República, d urante as jornadas parlamentares conjuntas do PSD e CDS-PP,  em que apresentou do Orçamento do Estado para 2015 para o setor.

«Herdámos vários nessa situação, apesar dos cerca de 2 mil milhões de euros de dívida que já regularizamos adicionalmente e apesar dos 400 milhões de euros de conversão de dívidas em capital que fizemos no início deste ano. Parece-nos que esta será uma importante iniciativa parlamentar que está neste momento a ser discutida quer com o ministério da saúde quer com o Ministério das Finanças», acrescentou.

Passando em revista o Orçamento para a Saúde, o ministro apontou que o Hospital de Lisboa Oriental será «o único grande compromisso de obras na área social que o Governo apresenta».

E destacou, igualmente, que este é «o primeiro Orçamento em que todos os hospitais foram incluídos no perímetro do Orçamento do Estado». Os «impactos em termos da dívida e do défice sido minimizados pelo trabalho feito ao longo dos últimos anos», justificou.

Macedo referiu-se ainda aos incentivos para médicos que se estabeleçam no interior do país: «Entende-se que devia ser um mecanismo degressivo, ou seja, um incentivo maior no primeiro ano e depois ser reduzido, mas poder ser um instrumento importante para uma maior fixação de médicos no interior».

No primeiro painel após o almoço, interveio também o ministro da Solidariedade, do Trabalho e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, destacando o impacto de medidas como o quociente familiar no IRS, considerando que «é da mais elementar justiça». «O benefício total das famílias da aplicação deste quociente pode ir ate 2 mil euros por ano», destacou, apontando também para o aumento do «apoio mais direto às instituições sociais» contemplado no Orçamento.

«É um dos aumentos mais expressivos do nosso Orçamento». E fez questão de frisar que será uma subida para 1989 milhões de euros para a ação social, reforçando o protocolo de cooperação com instituições sociais.