A adesão de 90% dos professores - segundo o sindicato - à greve nacional e os 10 mil professores hoje concentrados diante do Parlamento levaram o Governo a alterar a sua posição negocial, congratulou-se esta quarta-feira o líder da Fenprof.

Mário Nogueiro disse ter tomado conhecimento, através da comunicação social, que a secretária de Estado Adjunta e da Educação declarou que o Governo estava disposto a contabilizar o tempo integral de serviço dos professores para efeitos de carreira. O Governo prometeu ceder aos professores, mas não já no Orçamento do Estado para 2018, esclareceu entretanto a governante Alexandra Leitão.

Se o executivo admitiu hoje uma reivindicação que na segunda-feira havia rejeitado é "porque alguma coisa levou o Governo a tomar uma decisão que não tinha tomado" na véspera, quando reuniu com os sindicatos, notou Mário Nogueira, no final da manifestação.

Hoje, demos uma resposta absolutamente extraordinária e grandiosa".

Depois desta "demonstração de força", o líder da Fenprof antecipa que a "situação nas negociações" de quinta-feira com o Ministério da Educação já terão "outra abertura", já que os professores reaparecem com uma "força acrescida".

Mário Nogueira lembrou que os sindicatos pretendem discutir nas negociações não só o descongelamento das carreiras, mas também matérias relacionadas com a aposentação, horários de trabalho e com a necessidade de haver concursos justos e transparentes para todos os docentes.

Algumas destas pretensões constam de uma resolução aprovada por aclamação e unanimidade durante a concentração de professores, que decorreu sem incidentes.