A Polícia Marítima (PM) resgatou na terça-feira à noite, no mar Egeu, 16 migrantes que se dirigiam numa lancha “pequena e frágil” para a Grécia, adiantou esta força policial, em comunicado.

Depois de ter recebido a informação de que a embarcação se dirigia para a costa grega, a equipa da Polícia Marítima - que se encontra em missão de patrulhamento de fronteiras na ilha grega de Lesbos desde 01 de outubro de 2015 – “decidiu resgatar todas as pessoas”: seis mulheres e 10 homens, “oriundos do Afeganistão, Camarões, Congo e Síria” e a quem foram distribuídas, durante o trajeto no barco da PM, águas, mantas e bolachas.

De acordo com a PM, as 16 pessoas, que seguiam numa lancha de fibra “pequena e frágil”, estavam “muito assustadas e nervosas”.

A lancha foi rebocada, com todos os pertences dos migrantes a bordo, pela embarcação de uma Organização Não Governamental (ONG) presente no local.

À chegada ao porto de Skala Sikaminea, onde todos desembarcaram em segurança, já se encontravam elementos da guarda-costeira grega, da agência FRONTEX e de ONG, que ajudaram no desembarque e no controlo de refugiados e emigrantes”, refere o comunicado da PM.

A equipa da Polícia Marítima, composta por 11 agentes e dois técnicos, está na Grécia até 30 de setembro integrada na missão da agência europeia FRONTEX, de controlo e vigilância de fronteiras, com o objetivo de combater o crime transfronteiriço.

A PM já resgatou em segurança, e transportou para terra, 3371 refugiados e emigrantes que corriam risco de vida, dos quais 851 bebés e crianças e 732 mulheres, e deteve cinco facilitadores”, de acordo com o balanço mais recente da polícia portuguesa.