
A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda anunciou esta quinta-feira o lançamento de uma campanha destinada a sensibilizar as mães do distrito para que decidam ter os seus filhos na maternidade do Hospital Sousa Martins (HSM).
Segundo Ana Manso, presidente do Conselho de Administração da ULS, o objectivo da iniciativa denominada «A maternidade que nos une» é «levar as grávidas do distrito a optarem por ter os filhos» no bloco de partos local.
A responsável explicou aos jornalistas, no final de uma visita do bispo da Guarda ao HSM, que a acção se destina a recuperar uma média de 300 mães que anualmente «fogem para as outras maternidades da região».
A iniciativa surge após o ministro da Saúde, Paulo Macedo, ter anunciado que as maternidades que tiverem «menos de 1.500 partos por ano, de acordo com os indicadores da Organização Mundial de Saúde, não deveriam estar a funcionar», admitindo o encerramento e a fusão destas unidades.
No caso da Beira Interior, estão nesta circunstância as maternidades dos hospitais da Guarda, Covilhã e Castelo Branco.
«A manutenção da maternidade da Guarda não é um dado adquirido, e por isso gostaríamos que todas as mulheres do distrito amassem e defendessem a nossa maternidade. A melhor forma de o fazer é que todos os seus filhos nasçam aqui, na nossa terra, aqui na Guarda», defendeu a responsável.
Ana Manso também apontou dados preliminares que indicam que em 2011 terão nascido «cerca de 700 crianças» no bloco de partos da Guarda e revelou que entre 01 de Janeiro e o dia de hoje já ali nasceram «oito crianças».
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