O adolescente de 14 anos ferido domingo na sequência de um rebentamento de uma granada, na Marinha Grande, está a ter uma evolução «francamente favorável». A informação é avançada pelo director do serviço de Pediatria do Hospital de Santo André, Bilhota Xavier.

O médico explicou, em declarações à Agência Lusa, que, «por volta do meio da tarde» de domingo, deu entrada no hospital de Leiria um jovem de 14 anos, «vítima de explosão de uma granada», apresentando «várias escoriações» e lesões «que determinaram a amputação de alguns dedos», situação que disse ser «irreversível».

O director do serviço precisou que o adolescente «ficou sem um dedo em cada uma das mãos», pelo que «vai ficar limitado o resto da vida». Bilhota Xavier adiantou que as «múltiplas escoriações foram nas mãos, tronco e ouvidos, que podiam ter consequências gravíssimas».

«Não vai perder a audição, mas podia ter acontecido», acrescentou o director de serviço, apelando aos portugueses que tenham explosivos em casa para os entregarem às autoridades. «É um acto de negligência grave que os tenham à mão de qualquer criança», destacou.

Entretanto, a PSP, em comunicado divulgado já esta segunda-feira à tarde, revelou que «o engenho explosivo deflagrado se tratou da cabeça de uma granada constituída por detonador, alavanca e patilha de segurança». «Do facto foi dado conhecimento ao Ministério Público e à Polícia Judiciária», adianta o comunicado da PSP.

A Secção Regional de Combate ao Banditismo da Directoria do Centro da Polícia Judiciária está a investigar a explosão.