O ferido mais grave que resultou da explosão, esta quinta-feira, de uma granada no campo militar de Santa Margarida foi submetido a uma intervenção cirúrgica de urgência e encontra-se em estado clínico estável, informa o Exército, citado pela agência Lusa.

A operação decorreu ao longo de três horas na unidade hospitalar de Abrantes e o militar, que prestava serviço na Brigada Mecanizada (BMi) de Santa Margarida, «politraumatizado», foi sujeito a uma intervenção cirúrgica na zona do abdómen.

«A sua situação clínica é estável, mas ainda inspira cuidados, não estando descartada a possibilidade de realizar, em tempo oportuno, nova intervenção cirúrgica», referiu à Lusa o porta-voz do Exército.

No total, um ferido muito grave, dois feridos graves e dois feridos ligeiros foram as vítimas do rebentamento de uma granada de morteiro, acidente que ocorreu esta manhã numa sessão de instrução com fogos reais de artilharia.

Fonte das relações públicas do Exército disse à agência Lusa que o acidente teve origem num «tiro de morteiro que terá feito cair a granada fora do local previsto».

O exercício estava a decorrer em área de mato, no perímetro do campo militar de Santa Margarida, tendo o acidente envolvido cinco militares, nomeadamente dois soldados, dois furriéis e um 1º cabo, com idades compreendidas entre os 20 e os 30 anos.

«Os feridos ligeiros foram assistidos de imediato pela equipa médica do Centro de Saúde de Tancos e Santa Margarida que se encontrava no local e já tiveram alta», disse a mesma fonte. Os dois feridos graves «estão sob observação hospitalar e já não inspiram grandes cuidados», acrescentou.

Três dos militares feridos no exercício prestam serviço na BMi e os outros dois na Escola das Armas, em Mafra.

Para acompanhar de perto o evoluir da situação do caso do ferido mais grave, o Exército destacou um elemento de ligação para o hospital de Abrantes e acionou o serviço de apoio psicológico para os familiares do militar, disse ainda o porta-voz do Exército.