O vírus da gripe matou "300 pessoas só na última semana", de acordo com o balanço desta quinta-feira da Direção-Geral da Saúde.

Em conferência de imprensa, a diretora-geral Graça Freitas deu conta de um total de "cerca de 1300 óbitos" nas últimas quatro semanas, numa altura em que a epidemia se encontra numa curva descendente, "com tendência para a estabilidade", depois de todos os valores indicarem que o pico "já tenha sido atingido".

Continuamos em epidemia, mas ligeira, com tendência para a estabilidade e com algumas assimetrias. A região Norte continua a descer, foi a primeira que subiu, o Algarve está a descer, a região de Lisboa e o Alentejo estão num patamar estável e a única região que apresenta uma ligeira tendência crescente é a região centro. Neste momento, temos uma epidemia ligeira e com tendência para a estabilidade, apesar de uma pequenina inflexão na curva da descida", explicou.

A responsável disse, também, que não há alteração em relação ao vírus predominante, que continua a ser o "B", menos agressivo, e que a procura de cuidados médicos foi inferior ou manteve-se ao nível da semana passada.

"A procura de cuidados foi ligeiramente inferior esta semana, mas em urgência hospitalar o número de episódios continua a ser elevado, tendo ultrapassado os 100 mil na última semana", indicou Graça Freitas.

No boletim de vigilância epidemiológica da gripe, do Instituto Ricardo Jorge, também se diz que a atividade é de baixa intensidade e com tendência estável, com uma taxa de incidência de 58,4 por 100 mil habitantes. E que na terceira semana do ano os vírus de tipo B foram detetados em 79% dos casos de gripe.

No último mês, última semana de dezembro e primeiras três de janeiro, morreram em Portugal 10.702 pessoas (por todas as causas). Neste período houve uma sobremortalidade, em relação à linha de base (mortalidade esperada) de cerca de 1.300 óbitos por todas as causas, segundo a Direção Geral da Saúde. Estes 1.300 óbitos fazem parte do total de óbitos ocorridos nas quatro semanas (os 10.702).