O movimento «Que se lixe a troika» espera, no sábado, uma «grande manifestação» a percorrer as ruas de várias cidades do país, numa altura em que está a ser discutido «um desastroso» Orçamento do Estado para 2014.

Treze cidades portuguesas já confirmaram que vão aderir, no sábado à tarde, à manifestação «Que se lixe a troika! Não há becos sem saída!», num protesto para pedir «a demissão do Governo» e «a expulsão da troika» do país.

A manifestação pretende demonstrar, «mais uma vez», que os portugueses «não estão de acordo com a intervenção da troika, com as medidas adaptadas pelo Governo e com o Orçamento de Estado (OE) para 2014», disse à agência Lusa Joana Campos, uma das promotoras do protesto.

A manifestação, que em Lisboa começa no Rossio e termina na Assembleia da República, coincide com a discussão do OE para o próximo ano e pouco tempo depois da presença em Portugal dos elementos em representação da União Europeia, Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional (troika), adiantou.

Joana Campos considerou o OE para 2014 «desastroso», referindo que representa «um aumento real do desemprego, aumento brutal dos impostos e subida da despesa pública».

Os promotores do protesto esperam «uma grande manifestação», tendo em conta que a convocatória foi aberta ao público e já foi subscrita por mais de 900 pessoas de todos os setores da sociedade portuguesa, além dos vários vídeos de apoio feitos por personalidades públicas de diferentes áreas, da política à cultura.

No final da manifestação, junto à Assembleia da República, em Lisboa, vão ser feitas várias intervenções políticas e culturais.

Para tal, os organizadores querem ocupar a escadaria da Assembleia da República, mas ainda não têm autorização da Polícia.

O movimento «Que se lixe a troika» organizou as manifestações de 15 de setembro de 2012 e 2 de março deste ano.