O secretário de Estado das Comunidades afirmou esta sexta-feira que não tem "registo de portugueses afetados" pelo furacão Irma, mas que houve dois pedidos de "apoio mais particular", em Cuba, que foram atendidos "de imediato".

Em declarações aos jornalistas, em Meritxell, Andorra, onde está com Presidente da República, José Luís Carneiro referiu que esteve a acompanhar a situação na quinta-feira "até bastante tarde".

Até cerca da uma da manhã em Andorra, meia-noite em Lisboa, "não havia registo de portugueses afetados", disse.

As últimas informações davam-nos conta de que houve 130 pedidos de informação ou remessa de informação para o Gabinete de Emergência Consultar e todas essas informações iam no sentido de transmitirem que aqueles que se encontravam em turismo se encontravam bem", adiantou.

O secretário de Estado acrescentou que "houve apenas dois casos que tiveram de ter um apoio mais detalhado e mais particular, que tiveram o apoio de imediato", ambos em Cuba.

Houve um caso de um português que, por via, precisamente, da aplicação viajante, fez-nos chegar uma mensagem a dizer que ainda não tinha tido condições para sair do hotel onde se encontrava para, neste caso, ser transportado para Varadero. E um segundo caso que contactou com o Ministério da Administração Interna que, por sua vez, nos encaminhou esse caso e que, de imediato, teve o apoio das nossas autoridades diplomáticas", especificou.

De acordo com José Luís Carneiro, os turistas em Cuba "foram deslocalizados para locais mais seguros" e "estarão, no entender das autoridades, devidamente salvaguardados".

Centenas de portugueses de férias 

O furacão Irma já obrigou a transferir cerca de 280 portugueses de Cayo Coco e Cayo Guillermo para outras zonas do país, segundo a Sonhando, que se apresenta como o principal operador de viagens de portugueses a Cuba.

Em comunicado, a empresa precisou que 227 portugueses que estavam em diversos resorts de Cayo Coco e Cayo Guillermo foram na quinta-feira "transferidos para Varadero juntamente com a tripulação da Euro Atlantic Airways, companhia que opera o voo para este destino”. “Os restantes 50 passageiros do voo, operados por outro operador, foram transferidos” para Havana.

Os passageiros que previsivelmente deveriam regressar no dia 11 a Portugal, com saída de Cayo Coco, sairão de Varadero, onde já se encontram, no mesmo dia e em horário similar”.

Já os turistas em Varadero devem regressar no sábado, mas caso o voo não se realize desde aquela cidade, a partida será de Havana “sensivelmente no horário previsto”.

Todos os passageiros que tinham previsto iniciar as suas férias sábado para Varadero e na segunda-feira para Cayo Coco “poderão remarcar as mesmas para as saídas de 16, 23, 30 de setembro e 07 de outubro com destino a Varadero sem qualquer aumento de custo”.

Devido à previsão dos “efeitos das consequências climatéricas” em Cayo Coco, na região centro de Cuba, a empresa decidiu suspender a operação até ao fim do verão, foi ainda anunciado.