O secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza disse esta sexta-feira, em Arcos de Valdevez, que o Governo garante as verbas imprescindíveis para o caso de ser preciso intensificar o combate à vespa asiática.

«Estamos preparados para, em caso de necessidade, no âmbito do Programa Operacional e Sustentabilidade na Eficiência dos Recursos do Portugal 20/20, gerir a questão das espécies invasoras. Temos os meios adicionais para colocar neste combate, caso se torne necessário», afirmou Miguel Castro Neto.

O governante falava à margem da sessão de apresentação pública do plano de ação para a vigilância e controlo da vespa asiática (vespa velutina) em Portugal, e da plataforma digital «SOS Vespa Velutina».

Questionado pelos jornalistas, não especificou o montante disponível, mas garantiu que «se o problema continuar a crescer», o Governo «vai ter que adotar abordagens eventualmente ainda mais fortes».

Para Miguel Castro Neto, o dispositivo atualmente definido, quer a nível de monitorização quer de controlo, é o «adequado».

O governante sublinhou ainda a importância da plataforma digital hoje apresentada para o acompanhamento da espécie, a cargo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), e no sentido de «perceber» o comportamento da vespa asiática no país.

«Se é fundamental fazer o combate, por outro lado é imprescindível fazer a monitorização rigorosa da presença, da evolução, e da dinâmica da população da vespa velutina em Portugal. É fundamental percebermos como é que se está a comportar esta população, com uma presença recente no país mas com um número de casos que tem aumentado muito rapidamente».

Atualmente, segundo Miguel Castro Neto, trata-se de uma praga que «ainda não foi classificada como espécie invasora"»

Outras das dúvidas que persistem, e que explicou, a plataforma «SOS Vespa Velutina» vai ajudar a desfazer é, se aquela praga se irá manter confinada à região norte, «ou se vai para sul».

«À partida é expetável que não vá para sul por causa das temperaturas. Há ainda dúvidas se a espécie mantém ou não atividade durante o inverno», disse, admitindo já ter recebido «preocupações» sobre esta matéria apesar de não existirem «evidências físicas da atividade da vespa asiática durante o inverno».