Por: Redacção / MM | 11- 12- 2011 22: 59
Gonçalo M. Tavares diz que «abrir um livro é muito semelhante a entrar numa igreja». O escritor foi o convidado deste domingo
do comentador da TVI Marcelo Rebelo de Sousa, no Jornal das 8. Falou da rapidez com que se vive, numa permanente «tendência
para a tabuada» e deu uma autêntica lição sobre as palavras.
«Abrir um livro é muito semelhante a entrar numa igreja.
Nós diminuímos a velocidade... o silêncio aparece... concentramo-nos. Quando abrimos um livro, de certa maneira, temos ali
uma máquina de lentidão», explicou o escritor.
«Um leitor pode parar numa frase dois minutos, 30 segundos ou dois
anos», sublinhou.
Numa entrevista que se transformou numa autêntica lição sobre as palavras, Gonçalo M. Tavares falou
da importância das letras: «não é por acaso que sentimos um fascínio pela sopa de letras. Comer um "d" é fascinante».
Gonçalo
M. Tavares mostrou-se, assim, preocupado com a rapidez com que se vive, num mundo em que «cada vez mais nos respondem com
números». «Preocupa-me este mundo quantitativo», resumiu.
«Reparar é estar muito tempo parado na mesma coisa. (...)
Só conseguimos pôr em funcionamento as coisas se repararmos nelas», notou.
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